A Justiça é a virtude de equidade que tem objecto ordenar a convivência humana com o objectivo de manter a ordem social através da preservação dos direitos em sua forma positivista ou na sua aplicação a casos litigiosos. (Aristóteles)
Moçambique é um país que dispõe duma constituição da república, dispositivos legais para garantir a manutenção da ordem e tranquilidade pública, o respeito pelos outros, direitos e deveres do cidadão e promover o bem-estar socioeconómico, cultural e ambiental. Entretanto, a sua efectivação mostra-se inoperante. Se não vejamos: na semana finda uma Ong-internacional de defesa do ambiente (WWF) acusou o actual Ministro da Agricultura de fazer parte do negócio ilegal de Madeira, o que constitui um atentado a conservação das florestas para as futuras gerações sobretudo uma infracção sob pena de multa multa nos termos do número 2,alinea a, artigo 41, lei n 10/99, de 7 de Julho (Lei de Florestas e Fauna Bravia)
Verdade ou não, os cidadãos moçambicanos valendo-se pelo princípio da integridade pessoal das partes, acreditam que contra factos não há argumentos, Justiça seja feita.
Degradação de Valores Também é Injustiça.
Somos infectados todos os dias por um vírus, o vírus de imitação Humana, que alguns chamam-no de globalização, outros de moda ao nosso ver não passa dum empobrecimento de valores de democracia e cidadania no seio da nossa geração, a dita geração da viragem segundo sua Excia Presidente da Republica, talvez tal empobrecimento seja a dita viragem.
Imitamos tudo menos nada, alguns exemplos só para citar: orações feitas com ipad’s nas igrejas, mulheres semi-nuas nas avenidas e bairros agora Maputo confunde-se com Rio de Janeiro, álcool e drogas nos vídeos clipes dos fazedores da cultura, poluição sonora nos carros, lixo espalhado no chão inclusive a partidarização do Estado. Ora até um simples Bom dia, Boa tarde ou Boa noite tornou-se raro ouvi-lo em locais públicos.
Enfim, com a falta de transportes na capital do país é comum nas manhãs e tardes crianças, adolescentes/jovens e adultos lutarem para tomar chapa, quando lá consegue-se entrar, depara-se um cenário onde jovens estão sentados em contrapartida adultos/idosos estão de pé. Não será injustiça quando renegamos o acesso a um assento as nossas bibliotecas vivas ou quando optamos por linchar e tirar o direito a vida a um cidadão sem se quer darmos a este o direito de ser julgado e culpado pelos seus actos? Se, esta falta de padrões de conduta não for injustiça, muito menos será injustiça quando não cuidamos nem preservamos os nossos ecossistemas que tudo nos dão.
De referir, não se pretende de forma alguma neste artigo restringir o termo justiça, a uma concepção “termo-juridica” que é do domínio dos tribunais e outras entidades legais, procuraremos aborda-lo na sua plenitude, isto é, em todas vertentes possíveis.
